
Servidor público é preso em Boa Vista suspeito de matar companheira (Foto: Instagram)
Um servidor público de 44 anos foi detido preventivamente em Boa Vista, Roraima, sob a suspeita de ter matado a companheira, a técnica em radiologia Michele Soares de Deus, de 48 anos, e tentado disfarçar a agressão atribuindo os ferimentos graves a uma queda da cama. A Polícia Civil identificou inconsistências na versão apresentada pelo homem e apontou lesões compatíveis com um ataque deliberado ao crânio da vítima.
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Conforme o inquérito, Michele sofreu traumatismo cranioencefálico em 27 de julho e permaneceu internada por cerca de 40 dias no Hospital Geral de Roraima (HGR). Ela não resistiu aos ferimentos e faleceu em 7 de setembro. A principal linha de investigação é de que o servidor público Elvys Omar da Silva tenha encenado um acidente doméstico para encobrir o crime.
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Na apuração, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) solicitou a exumação do corpo de Michele ao Instituto de Medicina Legal (IML). Antes mesmo do procedimento, peritos realizaram uma reconstrução tridimensional do ferimento no crânio, que indicou impacto contra uma superfície rígida, de área de contato reduzida e saliente, divergindo do que seria esperado em uma simples queda de cama.
O depoimento da filha de Michele, colhido em 11 de setembro pela Deam, também foi determinante. Segundo a jovem, a mãe e Elvys discutiram em uma festa no bairro Alvorada. Ele teria empurrado Michele, fazendo-a bater a cabeça no pedal de uma motocicleta. Ainda segundo a filha, o suspeito embarcou a vítima em um carro sob a promessa de levá-la ao hospital, mas a condução até a unidade de saúde não ocorreu imediatamente.
Durante as investigações, a polícia identificou contradições nas versões de Elvys. Além da queda de cama, ele chegou a citar um suposto acidente em um igarapé no interior de Roraima. O homem foi preso no bairro Buritis, na zona Oeste de Boa Vista, e, após ser levado à sede da Deam, optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.
A hipótese de agressão ganhou força em 2 de setembro, quando a irmã de Michele registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Ela apontou ao delegado o afundamento do crânio e o extenso hematoma intracraniano sofrido pela vítima, questionando a possibilidade de um acidente doméstico simples e pedindo a devida apuração dos fatos.






