
Ministro Flávio Dino retira segredo de inquérito sobre ‘Dark Horse’ e autoriza Coaf (Foto: Instagram)
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar o sigilo sobre o inquérito da Polícia Civil de São Paulo que apura a produtora do filme “Dark Horse” e autorizou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a elaborar relatórios financeiros relativos à pessoa de Karina da Gama e ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização que ela preside. A medida permite aprofundar as apurações sobre a movimentação de recursos vinculados ao longa.
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Desde maio, delegados vinham solicitando à Justiça paulista a quebra de sigilo bancário de Karina da Gama e do ICB, mas os pedidos foram negados. Em decisão de agosto, o juiz Nelson Augusto Bernardes argumentou que faltavam detalhes sobre o foco e os objetivos das apurações para autorizar a produção de relatórios do Coaf, mantendo a investigação sob segredo.
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A Polícia Civil havia solicitado informações financeiras desde junho de 2024, quando o ICB firmou contrato com a Prefeitura de São Paulo para instalar pontos de WiFi gratuito em comunidades de baixa renda. As investigações apontam suspeita de que verba pública destinada a esse projeto tenha sido desviada para custear o longa-metragem inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro. Apesar de a defesa ter respondido aos pedidos de esclarecimento, a Justiça paulista não reapreciou a solicitação até a decisão de Dino em 13 de outubro.
Anteriormente, o Coaf já havia produzido relatórios internos sobre a movimentação financeira de Karina da Gama no âmbito de investigação da Polícia Federal, que apura possível desvio de recursos públicos na produção de “Dark Horse”. Com a determinação do ministro do STF, esses dados poderão ser compartilhados formalmente com o inquérito da corporação paulista.
Em nota oficial, o advogado Ricardo Sayeg, responsável pela defesa de Karina da Gama, afirmou que a decisão de Flávio Dino é recebida com “absoluto respeito” e destacou que “a transparência interessa à Justiça, à sociedade e, sobretudo, à própria defesa”. Sayeg reafirmou que não há comprovação de qualquer ato ilícito por parte de sua cliente e que ela permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.






