
Ministro Edson Fachin em sessão no STF (Foto: Instagram)
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, ordenou a suspensão imediata da Petição 16.662, que estava sob relatoria de André Mendonça. A decisão interrompe provisoriamente o processo que expôs mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, provocando uma das crises mais graves na corte nos últimos meses. A medida permanecerá em vigor até que o plenário do STF adote nova deliberação sobre o caso.
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O ministro André Mendonça, em cumprimento à determinação de Fachin, formalizou a paralisação da ação judicial sem, contudo, arquivar as suspeitas. Instituída após a Polícia Federal encontrar diálogos no material apreendido com Vorcaro, a petição trouxe à tona questionamentos sobre a relação entre o ex-dono do Banco Master e o ministro Moraes. Moraes tem refutado qualquer irregularidade e contestado a forma como o conteúdo foi divulgado.
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A Petição 16.662 ganhou repercussão por revelar conversas que levantaram dúvidas sobre alinhamentos impróprios entre o banqueiro e o magistrado. O relator encaminhou o processo ao plenário justamente pela complexidade e pelo potencial de abalar a imagem do tribunal. Enquanto isso, os autos seguem congelados, retardando qualquer avanço até que os ministros se posicionem em votação conjunta.
O conflito interno se intensificou quando Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, apontados como responsáveis pela divulgação dos diálogos. Em seguida, o ministro Flávio Dino ordenou a reintegração imediata dos delegados, gerando decisões conflitantes dentro do próprio Supremo e ampliando o clima de instabilidade.
Diante desse impasse, Fachin suspendeu as ordens de Mendonça e Dino, declarando o sobrestamento da Petição 16.662 por representar “grave lesão à ordem pública e à integridade” da Corte. A suspensão abrange tanto a ação principal quanto quaisquer atos decorrentes, garantindo que não haja novas medidas isoladas pelos ministros até que o plenário decida em conjunto. O relator permanece responsável pelo processo, mas sem possibilidade de adoção de novas medidas.
O STF agendou uma sessão extraordinária para a próxima terça-feira, dia 15, com o objetivo de debater a validade das decisões adotadas e a possibilidade de abrir investigação oficial. Adicionalmente, a conduta de Mendonça no chamado Caso Master será examinada separadamente em sessão marcada para o dia 23. Até lá, a decisão de Fachin visa conter choques individuais e devolver ao plenário o controle da crise que envolve a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e a alta cúpula do Poder Judiciário.






