Tratamento capilar causa tragédia e morte de professora vira caso de polícia

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Professora de 50 anos morre após aplicação de tratamento capilar em salão de Ceilândia (Foto: Instagram)

O tratamento para queda de cabelo aplicado em um salão de Ceilândia resultou na morte da professora Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, e está sob investigação da Polícia Civil. Cerca de duas horas após a injeção, a docente passou mal e sofreu um choque anafilático. Diante do caso, as autoridades investigam a hipótese de homicídio culposo, além do possível exercício ilegal da medicina ou farmácia em um estabelecimento que oferecia procedimentos estéticos sem a devida regulamentação.

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De acordo com o marido de Lidiane, Valdeci Alves, a professora saiu de casa por volta das 16h para realizar o procedimento no salão de beleza. Por volta das 18h, ela retornou sentindo intensa falta de ar e apresentando forte reação alérgica. Imediatamente, Valdeci a levou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do P Norte. Apesar de ter sido direcionada à sala vermelha pela gravidade dos sintomas, Lidiane não resistiu ao choque anafilático e foi a óbito ainda na unidade.

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Segundo as investigações, a injeção foi aplicada na região do glúteo e continha um complexo vitamínico indicado para o tratamento capilar. No entanto, até o momento, a Polícia Civil não confirmou qual substância específica levou ao choque anafilático fatal. A equipe responsável pela perfuração acompanhou o marido da vítima até o hospital, identificando-se como biomédica, mas a origem e a composição exata dos produtos ainda são objeto de apuração.

Durante a operação no salão, os agentes apreenderam diversos materiais relacionados aos procedimentos estéticos: seringas, frascos e embalagens com substâncias variadas, como ácido hialurônico, nicotinamida, colágeno de placenta de ovelha e diferentes tipos de peptídeos. Esse material passará por perícia para identificar compostos e possíveis contaminações. Investigadores também avaliam a procedência dos produtos e se havia registro sanitário ou autorização para aplicação em clientes.

O delegado Petter Ranquetat informou que a investigação não se limita apenas ao procedimento aplicado na última sessão. Também estão sob análise eventuais tratamentos químicos anteriores realizados pela professora. O Instituto Médico Legal (IML) será responsável pelo laudo que apontará a causa exata da morte e esclarecerá qual composto, caso seja comprovado, provocou a reação anafilática. Os resultados do exame devem reforçar ou descartar a participação de negligência no caso.

A 23ª Delegacia de Polícia de Ceilândia investiga o episódio como possível homicídio culposo, além do exercício ilegal da medicina ou da farmácia. Conforme relatado pelo marido, Lidiane não fazia uso contínuo de medicamentos, apenas tinha histórico de bronquite asmática controlada desde a infância. As apurações ainda seguem em sigilo, com o objetivo de responsabilizar os envolvidos e garantir que casos semelhantes não voltem a ocorrer em salões de beleza do Distrito Federal.