
STF mantém debate sobre ‘PF paralela’ e inquérito do Banco Master (Foto: Instagram)
O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, durante julgamento nesta sessão, o placar de 4 a 2 em favor da questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. A discussão central envolve possíveis irregularidades na atuação do relator do inquérito do Banco Master e o alegado papel de uma suposta “PF paralela” nos procedimentos de investigação, com coleta indevida de dados de autoridades.
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O ministro André Mendonça acompanhou o voto do presidente do STF, Edson Fachin, e rejeitou o pedido de Gilmar Mendes para suspender o julgamento de petição que aponta supostos diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Mendonça sustentou que não houve ilegalidade em seu procedimento ao solicitar à Polícia Federal informações sobre o interlocutor de Vorcaro nas conversas encontradas no celular do banqueiro.
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Paralelamente, os integrantes do STF debatem se Fachin tinha competência para afastar Mendonça da relatoria do caso contra Alexandre de Moraes e se deve instaurar um processo administrativo para apurar eventual conduta irregular do relator. Até o momento, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes acompanharam o decano Gilmar Mendes, enquanto Fachin e Mendonça votaram contra a questão de ordem, consolidando o placar de 4 a 2 a favor.
Em sua manifestação, Mendonça rejeitou as insinuações de irregularidade ao solicitar dados à PF, afirmando que sua ação visou apenas esclarecer quem seria o intermediário de Vorcaro nas mensagens. Além disso, ele reafirmou a existência de uma estrutura paralela dentro da Polícia Federal, dedicada a monitorar, de forma clandestina, ministros do STF e outras autoridades, em atividade que classificou como ilegal.
Segundo o ministro, não há comparação entre o relatório apócrifo — divulgado pela imprensa como falso, fruto de inteligência paralela e coleta seletiva de informações — e o documento oficial que detalha o suposto vínculo de Vorcaro com Alexandre de Moraes. Para Mendonça, tratar esses documentos como equivalentes ofende os princípios de legalidade e devido processo.
O julgamento no STF prossegue, e o desfecho poderá determinar a abertura formal de um procedimento para apurar a conduta do relator do inquérito do Banco Master, além de consolidar os limites de atuação da Polícia Federal em investigações envolvendo autoridades do mais alto tribunal do país.






