
Larissa Morata e Vinicius Costa em momento descontraído antes da tragédia (Foto: Instagram)
A Polícia Civil e a Perícia Científica de Embu das Artes (SP) detalharam o estado em que a radiologista Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada após receber um tiro na cabeça. No banheiro da suíte, o boxe estava completamente estilhaçado, havia manchas de sangue espalhadas pelo chão e 17 lesões pelo corpo da vítima. O marido dela, o soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, está preso sob suspeita de feminicídio. A defesa, no entanto, sustenta que ela teria cometido suicídio, teoria contestada pelos exames e pelo trajeto do projétil.
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Uma nova etapa da perícia foi conduzida na residência, usando luminol para revelar vestígios ocultos de sangue e um scanner 3D para reconstruir digitalmente o ambiente. Esses métodos permitiram traçar a disposição dos objetos e avaliar se havia outras pessoas no momento do disparo. As imagens e dados coletados agora integram o inquérito e são comparados com declarações dos envolvidos, em busca de inconsistências que ajudem a elucidar as circunstâncias da morte de Larissa.
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O laudo necroscópico apontou lesões em várias áreas do corpo, incluindo roxos nas mãos e pernas e escoriações no pescoço e joelho esquerdo. Além disso, o exame determinou que o disparo ocorreu de trás para frente e da esquerda para a direita, entrando pela parte posterior superior da orelha esquerda e saindo pela têmpora direita. Esses detalhes são considerados fundamentais para refutar a hipótese de suicídio, pois indicam uma dinâmica pouco compatível com uma ação voluntária da vítima.
Outro achado relevante foi a presença de fios de cabelo soltos presos à calça de Larissa, sem vestígios de sangue. Esse elemento também virou foco de análise na perícia da cena do crime. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher foi localizada em 6 de setembro com a arma do policial militar debaixo do corpo. Vinicius permaneceu na casa e, em depoimento inicial, afirmou que a esposa havia se suicidado. Mesmo assim, o caso segue registrado como morte suspeita e é apurado como possível feminicídio.
A investigação alcançou ainda a irmã do soldado, Thamires Costa Mathias, que estava no imóvel no momento do crime para cuidar do filho de dois anos do casal. Contra ela, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão, e Thamires entregou seu celular para perícia. A defesa de Vinicius mantém a tese de suicídio, classificando o episódio como “fatalidade”. Em nota, os advogados ressaltam que, desde o primeiro relato, o policial afirmou às autoridades que Larissa teria tirado a própria vida e negam qualquer agressão praticada por ele.






