Mulher que aplicou injeção na professora morta não tinha registro como biomédica

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Lidiane Gomes de Souza Alves em momento de descontração (Foto: Instagram)

A mulher que administrou a injeção na professora Lidiane Gomes de Souza Alves, de 50 anos, não constava como biomédica registrada no Conselho Regional de Biomedicina da 3ª Região (CRBM-3), entidade que abrange o Distrito Federal e mais quatro estados. A descoberta foi feita no curso das investigações sobre a morte ocorrida em um salão de beleza de Ceilândia.

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A apuração da Polícia Civil do Distrito Federal confirma que o procedimento, indicado para combater a queda de cabelo, resultou em complicações graves. As autoridades ainda buscam identificar a substância que provocou a reação alérgica fatal e avaliar se houve irregularidade no manuseio dos produtos.

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Lidiane sofreu a reação poucos minutos após a aplicação de um complexo vitamínico por via intramuscular no glúteo. Ela deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do P Norte no dia 5 de setembro, mas não resistiu aos sinais de falência respiratória e foi a óbito.

O marido relatou que a professora saiu de casa por volta das 16h e, cerca de duas horas depois, retornou ao lar com falta de ar, inchaço e tontura. Imediatamente, ele a conduziu à UPA, onde Lidiane foi direcionada à sala vermelha, mas seu quadro evoluiu para óbito antes que qualquer intervenção reverter o estado crítico.

Segundo depoimentos, a aplicadora informou ao esposo que era biomédica e chegou a apresentar uma lista com nomes de outras clientes atendidas no local. Contudo, o levantamento oficial do CRBM-3 não apontou registro profissional em nome dela. O Metrópoles optou por não divulgar o nome da empresária, já que não há inquérito formal aberto contra ela.

A suspeita compareceu à 23ª Delegacia de Polícia, em P Sul, acompanhada de advogado, mas preferiu permanecer em silêncio durante o testemunho. Até o momento, não existem charges criminais contra a mulher, e o caso segue sob sigilo investigativo.

Em perícia realizada no salão de beleza, a Polícia Civil apreendeu seringas, frascos e embalagens de substâncias como nicotinamida, ácido hialurônico, colágeno de placenta de ovelha, niacinamida com peptídeos e GHK-Cu. Esses itens foram encaminhados para análise laboratorial, juntamente com amostras colhidas no Instituto Médico Legal (IML).

O inquérito trata o episódio como possível homicídio culposo e exercício ilegal da medicina. O salão permanece lacrado, e os laudos periciais deverão esclarecer se a aplicação indevida ou algum componente químico foi a causa direta da reação alérgica que vitimou a docente.