Detenção expõe escândalo de prédio irregular que desabou em São Paulo e matou seis

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Prisões após desabamento de prédio irregular na Penha (Foto: Instagram)

A Polícia Civil prendeu temporariamente, neste domingo (13), um dos sócios da construtora New Home, apontada como responsável pela edificação irregular que desabou na Penha, zona leste de São Paulo. A ação faz parte das investigações sobre o desabamento de um prédio de 12 andares que resultou na morte de seis pessoas. Além dele, outros dois representantes da empresa têm mandados de prisão em aberto.

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O empresário foi conduzido ao 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa, onde presta depoimento e permanece à disposição da Justiça. Até o fechamento desta matéria, sua identidade não havia sido divulgada. Segundo as autoridades, os outros sócios da New Home que ainda não foram localizados devem responder por negligência e infrações às normas de construção.

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O desabamento ocorreu na madrugada de sábado (12) e destruiu a estrutura do edifício, que atingiu uma casa anexa onde funcionava uma oficina de costura. Entre as seis vítimas fatais estavam cinco bolivianos e uma paraguaia, incluindo uma mulher grávida e uma menina de sete anos; duas pessoas foram resgatadas com vida. O edifício de 12 andares apresentava sinais de irregularidades antes da tragédia, o que despertou questionamentos sobre a fiscalização municipal.

A investigação é conduzida pela delegada Deidiene Fialho Costa Éboli, que busca esclarecer se o colapso poderia ter sido evitado. Para isso, a polícia analisa contratos, documentos da construtora, alvarás e licenças, assim como as condições estruturais do prédio. Peritos também devem avaliar se as fortes chuvas que atingiram a cidade contribuíram para o desabamento. O objetivo é apontar responsáveis e entender as falhas que resultaram na tragédia.

O imóvel tinha vasta lista de irregularidades. A obra foi iniciada sem autorização da Prefeitura de São Paulo e, em 2019, foi interditada. Dois anos depois, em 2021, o município acionou a Justiça para barrar o prosseguimento da construção, e a empresa recebeu multa de R$ 119 mil. Em fevereiro de 2024, um projeto de reconstrução foi aprovado, mas condicionado à demolição total da estrutura antiga. Embora conste em documento que a demolição foi concluída, a gestão municipal afirma que o prédio ainda se encontrava de pé.

Após o desastre, a servidora municipal que atestou a demolição foi afastada das funções por 30 dias enquanto a Controladoria-Geral do Município investiga como o laudo foi emitido. Além das apurações sobre a construtora e os agentes públicos, a perícia técnica vai determinar a causa exata do colapso. As prisões decretadas são temporárias e não equivalem a condenações, mas representam um passo na responsabilização pelos erros que levaram ao desmoronamento.