
Reservatório do Sistema Cantareira em São Paulo com nível de 38,2% nesta segunda-feira (14). (Foto: Instagram)
Nesta segunda-feira (14), o Sistema Cantareira opera com 38,2% da capacidade total, um aumento de 3 pontos percentuais em relação a 14 de agosto. Esse complexo atende cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo. A Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp) reforça a necessidade de uso consciente, recomendando ações simples como fechar a torneira ao escovar os dentes, reduzir o tempo de banho, reaproveitar água da máquina de lavar e corrigir vazamentos para preservar os mananciais.
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A Sabesp informa que as projeções operacionais para 2026 garantem segurança no abastecimento mesmo em cenários hidrológicos adversos. A companhia acompanha continuamente os níveis dos reservatórios, as vazões e as condições climáticas, ajustando a operação conforme as normas técnicas e regulatórias, especialmente diante da previsão de intensificação do fenômeno El Niño.
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No último mês, o Cantareira acumulou 231,4 mm de chuva, mais que o triplo da média histórica para esse período. Os meteorologistas projetam que, com o El Niño em atuação, as precipitações continuem elevadas até o início de 2027, o que deve manter o cenário favorável para os reservatórios.
O conjunto é formado pelas represas Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, cuja capacidade útil somada chega a 981,5 bilhões de litros. Embora todas estejam em São Paulo, parte da água provém de rios com nascentes em Minas Gerais. Desde 2 de agosto, a Arsesp determinou que a Sabesp reduza a pressão no sistema de distribuição das 22h às 6h para evitar desperdícios.
No começo deste ano, em janeiro, o Cantareira atingiu seu nível crítico (faixa 4 – restrição), com apenas 19,8% do volume útil, e teve pressão reduzida por 10 horas diárias, de 19h às 5h, gerando reclamações em diversos bairros. Em fevereiro, as chuvas elevaram o volume a 23,6% (faixa 3 – alerta), retomando oito horas de baixa pressão. Paralelamente, São Paulo registrou nos primeiros 14 dias de setembro o maior acumulado de chuva desde 1943, com 253,8 mm no Mirante de Santana, superando o recorde de 1983.
Outros sistemas também apresentaram melhora: o volume útil do Sistema Integrado Metropolitano subiu de 46% para 52,1% em um mês; a represa Guarapiranga foi de 72,5% para 89,5% após 269,5 mm; o manancial Rio Claro passou de 49,2% para 52% com 300,8 mm; e São Lourenço alcançou 93,6% diante de 309,6 mm de chuva. Em setembro de 2025, o SIM tinha apenas 33,8% de água e o Rio Claro estava em níveis críticos, com 21,1%.
Em junho, com o Cantareira em 39,9%, a Sabesp recebeu autorização excepcional para captar água do Rio Paraíba do Sul até 31 de dezembro. Além disso, obras como a transferência do Sistema Itapanhaú, que adiciona até 2.500 l/s ao Alto Tietê, e a transposição Billings-Taiaçupeba, com capacidade de 4.000 l/s, reforçam a segurança hídrica. A redução de pressão noturna já economizou cerca de 193 bilhões de litros — volume suficiente para abastecer 33 milhões de pessoas por um mês. Em 2025, foram investidos R$ 1,6 bilhão em manutenção, combate a perdas e modernização, e o estudo do Instituto Trata Brasil apontou São Paulo com 24,4% de perdas, o menor índice entre as cinco maiores capitais do país. Até 2030, a Sabesp pretende aplicar quase R$ 8 bilhões em ações para garantir resiliência ao sistema.






