
Médico do HC-SP confirma morte da soldado Gisele Alves Santana (Foto: Instagram)
Um vídeo inédito, captado por uma câmera corporal de um policial militar, mostra o exato instante em que um médico do Hospital das Clínicas, em São Paulo, informa aos agentes que a soldado Gisele Alves Santana não resistiu aos ferimentos. A gravação, feita pelos equipamentos usados pela equipe que acompanhava o atendimento, revela o profissional se aproximando da maca, conferindo os sinais vitais e comunicando a fatalidade aos colegas.
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Gisele havia sido atingida por um disparo na cabeça e foi socorrida pelo helicóptero Águia da Polícia Militar até a unidade de saúde. Conforme anotado na ficha médica, a parada cardíaca foi confirmada por um equipamento de monitoramento, o que levou o médico a decretar, oficialmente, o óbito às 12h04 do dia 18 de fevereiro deste ano. Os policiais presentes acompanharam todo o procedimento e registraram o momento em que a formalização da morte foi anunciada.
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Na gravação, o médico explica que, apesar das tentativas de ressuscitação e do uso de manobras de suporte avançado de vida, não houve retorno da atividade cardíaca. Ele descreve o procedimento de checagem no monitor multiparamétrico e, após constatar a ausência de pulso, faz a declaração oficial de óbito. Em seguida, o profissional expressa solidariedade aos policiais e à equipe de enfermagem envolvida no atendimento, ressaltando o empenho de todos durante o processo.
O registro também capta a tensão no ambiente hospitalar, com os policiais de farda observando em silêncio cada passo do atendimento. Gisele Alves Santana havia sido encontrada dentro do apartamento onde morava, na região central de São Paulo, em estado grave, e levada rapidamente ao hospital, após o disparo que atingiu sua cabeça. A cena evidencia a integração entre a corporação e a equipe médica durante o socorro.
A soldado vivia com o então marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que, ao acionar o resgate, relatou que ela havia cometido suicídio. Essa versão, no entanto, passou a ser contestada pela investigação. Em setembro, um laudo complementar do Instituto de Criminalística concluiu que a hipótese de suicídio não se sustenta diante dos vestígios analisados, apontando indícios de intervenção de uma terceira pessoa no disparo.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em março e, desde então, responde por feminicídio e fraude processual. Ele permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. Em setembro, seu interrogatório foi adiado após a defesa solicitar complementação de laudo pericial, e a nova audiência está marcada para 5 de outubro. Paralelamente ao processo na Justiça comum, o oficial enfrenta um procedimento administrativo interno que pode resultar na perda de seu posto e patente.






