
Boninho revela que Silvio Santos quase comprou o Big Brother antes de criar Casa dos Artistas (Foto: Instagram)
Boninho voltou ao passado para compartilhar detalhes pouco conhecidos sobre a chegada do Big Brother ao país, relatando como Silvio Santos esteve próximo de adquirir os direitos do formato. Segundo o diretor, o empresário chegou a negociar com a produtora Endemol, mas desistiu somente após analisar o material completo do reality show.
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O diretor explicou que Silvio Santos recebeu a chamada “bíblia” do programa – documento que reúne regras, orientações e todos os detalhes de produção – e, em seguida, enviou representantes do SBT à Holanda para conversar diretamente com John de Mol, criador do Big Brother. A ideia era alinhar os últimos termos antes de oficializar a compra do formato.
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Enquanto os departamentos jurídicos de SBT e Endemol definiam cláusulas contratuais, John de Mol preparava uma recepção na Holanda com champanhe e comida para celebrar o acordo. No entanto, antes da assinatura final, Silvio Santos fez uma ligação questionando se tudo já fora assinado. Ao saber que ainda havia pendências, ele determinou: “Volta que eu já li, eu vou fazer e não vou pagar porcaria nenhuma.”
Com o acordo descartado, o apresentador optou por criar o reality show Casa dos Artistas, que estreou em 2001 no SBT. Boninho contou que Silvio Santos adquiriu um imóvel próximo à antiga residência onde havia sofrido um sequestro e transformou o local em um estúdio improvisado, lançando o programa de surpresa em plena noite de domingo.
A atitude de Silvio pegou a Globo de surpresa. Naquela época, Marluce Dias da Silva liderava a emissora e buscava um formato semelhante para não ficar atrás na audiência. Ela negociou diretamente com John de Mol, que, irritado com o episódio no SBT, teria reclamado: “Esse cara veio aqui e roubou o meu formato.”
Após acertar a compra dos direitos do Big Brother, Marluce entregou a Boninho a missão de adaptar o reality para o público brasileiro. O diretor, inicialmente reticente, confessou que achava o conceito de confinamento “um treco horrível”. Para aceitar o desafio, exigiu liberdade para fazer ajustes na proposta original e contato direto com o criador.
Marluce conseguiu convencer John de Mol, que autorizou: “Faz o que você quiser”. Com carta branca para reformular regras e cenários, Boninho encarou o projeto e conduziu o Big Brother Brasil por mais de duas décadas, consolidando o reality como um dos maiores fenômenos da televisão nacional.






