Healey adia prazo para atingir meta de 3% do PIB em defesa no orçamento britânico

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Chanceler britânico adia meta de gastos militares (Foto: Instagram)

O chanceler do Tesouro do Reino Unido, John Healey, optou por não fixar uma data para que os gastos com defesa alcancem 3% do Produto Interno Bruto (PIB), meta que ele próprio defendia atingir até 2030. A decisão marca recuo em relação à sua posição anterior e, de acordo com o jornal The Guardian, o governo só deverá definir o cronograma durante a revisão orçamentária de 2025.

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Fontes internas do Tesouro britânico informaram que o principal objetivo do primeiro orçamento de Healey, agendado para 28 de outubro, será assegurar o financiamento integral do programa de investimentos em defesa. Em vez de prometer o alcance imediato dos 3% do PIB, o ministro pretende concentrar esforços na viabilização financeira do plano já estabelecido.

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Em junho deste ano, sob o governo de Keir Starmer, John Healey chegou a deixar o cargo de secretário de Defesa, acusando o primeiro-ministro de ser “incapaz” e criticando o Tesouro por não querer “atribuir os recursos necessários para que a nação se defenda adequadamente”. Na ocasião, ele afirmou que a falta de compromisso orçamentário comprometia a segurança nacional.

O movimento por parte de Healey ocorre em um contexto de elevação dos desembolsos militares do Reino Unido, enquanto os Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, reduziram sua presença no âmbito da OTAN. A divergência de prioridades entre Londres e Washington ganhou destaque em análises de publicações especializadas no exterior.

Segundo reportagem do The Telegraph, os Estados Unidos chegaram a ameaçar contestar a soberania britânica sobre as Ilhas Malvinas caso o primeiro-ministro Andy Burnham não aprovasse um incremento significativo nos gastos defensivos. A pressão externa reforça a complexidade das negociações para definir o orçamento de segurança nacional.

Com a indefinição temporal, aliados europeus e adversários globais mantêm atenção sobre o posicionamento do Reino Unido em matéria de defesa. A expectativa é de que as decisões anunciadas em outubro ofereçam um panorama mais claro das prioridades do governo Healey para os anos seguintes.