
Gemma Renwick celebra fim da “síndrome do não arroto” após 43 anos (Foto: Instagram)
A britânica Gemma Renwick, moradora de Eastleigh, no condado de Hampshire, passou 43 anos sem conseguir arrotar por causa da disfunção cricofaríngea retrógrada (R-CPD), popularmente chamada de “síndrome do não arroto”. A condição impedia o relaxamento do músculo cricofaríngeo, responsável por liberar o ar acumulado no esôfago, causando inchaço abdominal, dores intensas e sensação de pressão no peito.
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Durante grande parte da vida, Gemma conviveu com sintomas inexplicáveis que provocavam desconforto físico e constrangimento social. Os ruídos involuntários na garganta chegaram a ser comparados ao coaxar de um sapo, atraindo olhares curiosos de familiares, amigos e colegas de trabalho. Em reuniões profissionais e até em ligações telefônicas, os barulhos apareciam sem aviso, deixando-a desconcertada e afetando seu desempenho.
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A R-CPD é causada pelo mau funcionamento do músculo cricofaríngeo, localizado na parte superior do esôfago. Em circunstâncias normais, esse músculo se abre quando há retorno de gás do estômago, permitindo o arroto. No entanto, em pacientes com essa disfunção, ele não relaxa adequadamente, bloqueando a passagem do ar e gerando acúmulo de gases que resultam em distensão abdominal, dores no pescoço e garganta, além dos sons peculiares.
A busca por um diagnóstico começou na juventude de Gemma, mas as primeiras consultas não indicaram a origem dos sintomas. Só em 2024, ao assistir a um vídeo no TikTok sobre pessoas incapazes de arrotar, ela se identificou com os relatos e resolveu investigar a possibilidade de ter R-CPD. Em maio de 2026, aos 43 anos, foi submetida a uma aplicação de toxina botulínica no músculo cricofaríngeo, procedimento destinado a promover o relaxamento da região.
Entre o quarto e o quinto dia após a injeção, Gemma registrou seus primeiros arrotos, o que ela descreveu como um “alívio instantâneo”. Cinco semanas depois do tratamento, o inchaço abdominal e a maioria dos sintomas associados ao acúmulo de gases haviam desaparecido, permitindo que ela retomasse suas atividades com maior conforto e segurança.
Apesar dos resultados positivos, especialistas alertam que a aplicação de toxina botulínica para R-CPD deve ser realizada apenas por profissionais experientes. Entre os riscos estão alterações temporárias na deglutição, sensação de algo preso na garganta e episódios de refluxo, o que reforça a necessidade de acompanhamento médico adequado.






