
Linha de montagem automotiva nos EUA em meio a tensões comerciais (Foto: Instagram)
Grandes montadoras, fornecedores e concessionárias americanas enviaram nesta sexta-feira (18) uma carta ao presidente Donald Trump solicitando que sua administração preserve medidas que impeçam fabricantes de automóveis chineses de entrar no mercado dos Estados Unidos. O documento foi encaminhado antecipando o encontro entre Trump e o presidente Xi Jinping, marcado para a próxima semana em solo norte-americano.
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Na correspondência, assinada por seis grupos que representam empresas como General Motors, Toyota, Volkswagen, Ford, Hyundai, Stellantis e Tesla, os signatários reforçam que é fundamental “deixar a porta firmemente fechada para os fabricantes chineses que buscam vender, importar ou fabricar veículos nos EUA”, sob pena de prejudicar as montadoras já estabelecidas no país.
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O texto destaca que, atualmente, as montadoras chinesas não detêm participação de mercado em solo norte-americano e alerta que a abertura de uma fábrica local representaria uma entrada abrupta à custa dos fabricantes que operam no país. Segundo o argumento, tal movimento comprometeria empregos e investimentos já consolidados no setor automotivo americano.
Em resposta, a Casa Branca declarou estar coordenando esforços com as principais montadoras dos EUA para recuperar a supremacia da indústria automotiva nacional, “ao mesmo tempo em que protege nossa segurança econômica e nacional”. O comunicado resgata a importância estratégica do setor para a economia americana e ressalta a concorrência global como fator de risco.
Paralelamente, o presidente do Comitê Seleto da Câmara sobre a China, John Moolenaar, enviou outra carta a Trump pedindo que sejam avaliados relatórios de apoio logístico de entidades chinesas a ataques iranianos que resultaram na morte de militares americanos. Moolenaar exige ainda ações severas para barrar o acesso da China a tecnologias de inteligência artificial e ao know-how de fabricação de semicondutores desenvolvido pelos EUA e seus aliados, reforçando que Pequim permanece como o “principal adversário estrangeiro e maior ameaça externa”.
As iniciativas chegam em um momento de crescente tensão comercial e geopolítica entre Washington e Pequim, com a indústria automotiva situada no centro das disputas. A reunião de Trump com Xi Jinping deve oferecer pistas sobre o futuro das relações bilaterais e sobre possíveis mudanças nas tarifas e regulamentações que impactam diretamente este setor.






