Simone Tebet defende freio de arrumação urgente e imediato no STF

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Simone Tebet defende reforma estrutural no STF e fim da vitaliciedade (Foto: Instagram)

Simone Tebet, ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos e atual candidata ao Senado por São Paulo, enfatizou em entrevista ao portal Terra a urgência de uma reforma estrutural no STF para conter o desarranjo institucional. Questionada sobre eventual processo de impeachment de ministros, ela afirmou que a prioridade é “colocar um freio de arrumação urgente e imediato” na Corte. Entre as iniciativas sugeridas, cita o fim da vitaliciedade dos magistrados e a revisão de decisões monocráticas.

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A senadora em exercício pelo PSB declarou que o atraso em implementar essas mudanças pode agravar a crise institucional e desencadear impacto negativo na economia. Tebet alertou para o risco de aumento do desemprego, elevação da inflação, retração do crédito e queda no consumo, além de afugentar investimentos externos, se prevalecer a instabilidade judicial no país.

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No pacote de reformas, Simone propõe também o fim de penduricalhos e gratificações extras no Judiciário, a extinção da vitaliciedade dos ministros do STF e a obrigatoriedade de que decisões individuais sejam submetidas ao colegiado. Ela defende ainda o fortalecimento de mecanismos de transparência e prestação de contas na Corte. Caso eleita ao Senado, sinalizou interesse em integrar a comissão que examinará propostas de emendas constitucionais e alterações no regimento interno da corte.

Sobre sua candidatura ao Senado por São Paulo, Tebet explicou que teve boa acolhida no estado, embora sua trajetória política esteja vinculada ao Mato Grosso. Ao rebater críticas de que não teria raízes locais, citou o exemplo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), “carioca eleito, legítima e democraticamente, governador de São Paulo”, sem qualquer histórico na região antes da campanha.

A ex-ministra reforçou que possui vínculos sólidos com São Paulo: estudou no estado, criou suas filhas e é casada com um paulista. Nascida na divisa entre Mato Grosso e São Paulo, ela afirmou conhecer a fundo o noroeste paulista e suas demandas regionais. “Tenho propriedade aqui; conheço a realidade social e econômica e sei por que São Paulo é a locomotiva do País”, destacou.

Por fim, Simone Tebet defendeu a ampliação da participação feminina na política e no Supremo Tribunal Federal. Ela espera que, nas próximas indicações, ao menos 30% das vagas sejam ocupadas por mulheres, preferencialmente uma negra, para ampliar a representatividade. A deputada acredita, no entanto, que a composição do STF dependerá do resultado das eleições presidenciais e do perfil do próximo mandatário, a quem caberá nomear os novos integrantes.