
Pete Hegseth discursa em evento “Defend Freedom” nos EUA (Foto: Instagram)
O deputado republicano Thomas Massie apresentou na terça-feira (15) uma resolução solicitando o impeachment do secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, acusando-o de abuso de poder ao engajar forças americanas na guerra contra o Irã sem a devida aprovação do Congresso, conforme exige a Lei dos Poderes de Guerra. Massie sustenta que Hegseth ordenou mobilizações militares ilegais e cometeu “crimes graves e contravenções” ao longo do conflito.
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Na visão do congressista de Kentucky, as operações iniciadas em 28 de fevereiro excederam o prazo de 90 dias determinado por lei sem renovação legislativa. A Casa Branca argumentou que uma suposta “fase inicial” de combate chegou ao fim, o que, na avaliação de Hegseth, reiniciaria o cronômetro do limite legal. Massie, porém, contesta essa interpretação e classifica tais manobras como ordens fora do escopo legal.
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De acordo com a Axios, a proposta de impeachment se estende por 34 páginas e inclui acusações que vão além do Irã, apontando suposta violação da mesma lei no Iêmen e a condução de uma operação sem aval do Congresso envolvendo lideranças da Venezuela. Esse rol ampliado de irregularidades busca demonstrar um padrão de conduta que, para Massie, justifica o afastamento do secretário.
O Pentágono, em resposta à Newsweek, defendeu Pete Hegseth como um “líder transformador” e afirmou que o departamento se mantém “unificado” em torno das diretrizes do secretário e do presidente Donald Trump. A declaração reforça o apoio institucional, ainda que o pedido de impeachment esteja ganhando manchetes e dividindo opiniões em Washington.
O movimento de Massie no Congresso coloca em xeque a autoridade de Hegseth justamente quando a guerra no Oriente Médio completa sete meses, sem perspectiva clara de cessar-fogo ou acordo de paz. Parlamentares de ambos os partidos observam o desdobramento do processo, que pode criar precedentes sobre o papel do Legislativo no controle de decisões militares.
Com informações da Associated Press.






