
Produtores de “Dark Horse” são alvo de diligência da Polícia Civil em endereço na Paulista (Foto: Instagram)
A Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, não funcionava na sala comercial informada às autoridades na avenida Paulista, em São Paulo. A descoberta faz parte da Operação Wi-Fi, deflagrada em junho pela Polícia Civil de São Paulo para apurar suspeitas de uso indevido de recursos públicos na produção do longa-metragem.
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Na mesma diligência, as equipes também vistoriaram a sala registrada para a GO7 Assessoria e para o Instituto Conhecer Brasil, entidades ligadas à produtora Karina da Gama. Os policiais foram informados de que nem a Go Up nem a GO7 estavam cadastradas naquele endereço, enquanto o instituto, do qual Karina é presidente, havia tido seu registro cancelado e não mantinha atividades no local.
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De acordo com o relatório da Polícia Civil, o documento com o cumprimento dos mandados tornou-se público no domingo (13) após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a quebra de sigilo das informações da Operação Wi-Fi. O material revela detalhes das suspeitas de desvio de verbas para custear o filme sobre Jair Bolsonaro.
Além do endereço comercial, a residência de Karina da Gama também foi alvo de busca e apreensão. Conforme o relatório, a produtora não ofereceu resistência à ação policial, mas recusou-se a fornecer a senha do celular apreendido, dificultando o acesso a dados que possam ser cruciais para o andamento das investigações.
Em nota oficial, o advogado Ricardo Sayeg, que representa Karina, afirmou que acolhe “com absoluto respeito” a decisão de Flávio Dino de remover o sigilo do inquérito. Segundo a defesa, a transparência beneficia a Justiça, a sociedade e a própria acusada. Sayeg sustenta que sua cliente não cometeu nenhum crime e tem colaborado integralmente com as apurações.
O Instituto Conhecer Brasil está sendo investigado pela Polícia Federal por suposto desvio de recursos públicos provenientes de uma emenda parlamentar do deputado federal Mário Frias (PL-SP). Frias assina o roteiro de “Dark Horse” e, segundo as apurações, há indícios de que a ONG tenha utilizado verbas públicas para financiar a produção do longa.






