
Presidente Lula em conversa durante evento, destacando ação prática no ajuste fiscal (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, nesta quinta-feira (10), em entrevista ao SBT News, que em sua gestão “não tem essa de ficar discutindo ajuste fiscal”, pois todas as correções orçamentárias são implementadas diretamente, na prática. Questionado sobre o nível da dívida pública brasileira, Lula ressaltou que adota uma postura pragmática e permanente de controle das contas, em contraste com debates meramente retóricos.
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O presidente enfatizou que seus três mandatos, especialmente os dois primeiros, comprovam sua responsabilidade fiscal. “Ajuste fiscal eu faço na prática, são 12 anos de responsabilidade fiscal”, afirmou Lula, ao lembrar que o governo que herdou apresentava um déficit de 2,8% do PIB e carecia de um orçamento formal. Para ele, esse histórico demonstra consistência na gestão de receitas e despesas públicas.
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Durante a conversa, Lula reclamou da postura da elite financeira do País, representada na Avenida Faria Lima em São Paulo. Segundo ele, “a Faria Lima só chora” diante do aumento da dívida pública e ignora conceitos como inclusão social. “Não tem político nem banqueiro que tenha coragem ou autoridade de discutir responsabilidade fiscal comigo”, desafiou o presidente, ressaltando sua experiência e conhecimento na área econômica.
O chefe do Executivo também defendeu o reajuste do salário mínimo como eixo central de sua política social. Ele argumentou que elevar esse valor não provoca inflação, mas, ao contrário, aumenta o poder de compra e melhora a qualidade de vida de trabalhadores e aposentados. “Enquanto eu for presidente, salário mínimo vai ter inflação e mais crescimento do PIB. Todos os trabalhadores e aposentados têm direito de receber”, completou.
No plano de governo para um eventual quarto mandato, Lula inclui, de forma genérica, a necessidade de manter responsabilidade fiscal associada a uma política macroeconômica comprometida com o crescimento sustentável, a redução das desigualdades, a valorização do trabalho e a responsabilidade ambiental. O documento também aponta a importância de criar condições para uma redução sustentada das taxas de juros, mantendo a inflação controlada e assegurando uma política fiscal responsável para impulsionar investimentos e gerar mais empregos.
Na campanha de reeleição, o alinhamento da agenda econômica passou por modificações após repercussões negativas de declarações do ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo, que limitou suas entrevistas. Desde então, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi apontado como principal interlocutor com o mercado, enquanto o ex-ministro Fernando Haddad é visto como uma “eminência parda” nos bastidores, ainda que focado em sua disputa pelo governo de São Paulo.






